Nomenclatura e Classificação das Cavidades

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Nomenclatura e Classificação das Cavidades 2018-07-01T10:14:47+00:00

A cavidade preparada de um dente pode ser denominada de acordo com o número de faces em que ocorre:

  • Simples: uma só face.
  • Composta: duas faces.
  • Complexa: três ou mais faces

O nome das cavidades recebem os nomes das faces:

  • Cavidade da Face Oclusal: Cavidade Oclusal
  • Cavidade que se estende da face oclusal até à face mesial: cavidade mesio-oclusal.
  • Cavidade que se estende às faces mesial, oclusal e distal: cavidade mesio-oclusodistal.
  • Cavidade envolve as faces mesial, oclusal e lingual: Cavidade mésio-oclusopalatina.

Quanto a forma e extensão das cavidades podem ser classificadas:

  • Intracoronárias (inlay): confinadas no interior da estrutura coronária (face oclusal sem o envolvimento de cúspides)
  • Intra-Extracoronárias: podem apresentar cobertura parcial (onlay) ou total (overlay) das cúspides e /ou outras faces do dente.
  • Extracoronárias parcais: são preparos dentários que envolvem três faces axiais do dente (mesial, distal e lingual) e a face oclusal ou incisal.
  • Extracoronárias totais: preparo para coroa total.

Os termos inlay, onlay e overlay são frequentemente empregados para definir cavidades ou restaurações indiretas.

Classificação das cavidades (Black)

  1. Classe I: Face Oclusal dos dentes posteriores (Pré-Molares e Molares)
  2. Classe II: Faces Proximais dos dentes posteriores (Pré-Molares e Molares)
  3. Classe III: Faces proximais dos dentes anteriores (incisivos e caninos) sem o envolvimento do ângulo incisal.
  4. Classe IV: Faces proximais dos dentes anteriores (incisivos e caninos) com o envolvimento do ângulo incisal.
  5. Classe V: Cavidades do terço cervical de todos os dentes.

Classificações complementares a classificação artificial de Black:

Howard e Simon, acrescentam cavidade de classe VI à classificação de Black, onde estariam incluídas apenas bordas incisais e pontas de cúspides.

  • Classe I
    • Ponto: pré-molares e molares, apenas um ponto do sulco principal foi atingido pela cárie.
    • Tipo Risco: pré-molares e molares, quando apenas o sulco princial foi atingido pela cárie
    • Tipo olho de cobra: pré-molares inferiores, quando a lesão não atingiu as estruturas de reforço do esmalte ( ponte de esmalte e cristas marginais)
    • Tipo Shot Gun: Molares inferiores, minicavidades nas superfícies oclusai dos molares.
  • Classe II
    • Slot Vertical de Markley: Pré-Molares  superiores e inferiores, quando apenas a face proximal cariada é incluída na preparação sem o envolvimento da superfície oclusal, com acesso na região da crista marginal.
    • Tipo Túnel: Pré-molares e molares quando apenas a face proximal é envolvida pela cárie, preservando a crista marginal.
    • Slot horizontal – entrando por vestibular ou por lingual, desgasta-se uma parte sadia para chegar a lesão.

Princípios de Black – Anteriores

  • Forma de contorno
  • Forma de resistência
  • Forma de retenção
  • Formas de conveniência
  • Remoção da dentina cariada remanescente
  • Extensão preventiva
  • Acabamento das paredes e margens do esmalte

Princípios Atuais

  • Abandono da “extensão preventiva” e passa a ser ” prevenção da extensão”
  • Desenvolvimento de materiais adesivos
  • Conhecimento da doença cárie

Instrumentos rotatórios de corte utilizados para a preparação de cavidades

  • Broca: utilizada para corte (lâmina). Possui haste, intermediário e ponta ativa.
    • Aço (ferro-carbono): Remoção de tecido cariado e acabamento de cavidade para baixa rotação.
    • Carbide (carboneto de tungstênio): mais resistentes que o aço, utilizadas para o preparo de cavidades, tanto em baixa como alta rotação.
  • Pontas Diamantadas: Utilizada para desgaste

Sistemas de matrizes

Dispositivos metálicos que substituem uma ou mais paredes ausentes em uma cavidade, possibilitando a reconstrução correta do contorno através de uma restauração (Mondelli, 1990).

Um sistema de matrizes deve ser utilizado em restaurações de classe II, para que seja possível obter o contorno anatômico adequado e ponto de contato fisiológico com os dentes adjacentes, promovendo desta forma a saúde periodontal e evitar a impactação de alimentar.

 As matrizes são estabilizadas com as cunhas interdentais (madeira, plástico) de tamanho adequado, sob a ação ativa de um anel, propiciando desta forma restaurações com contorno natural e restabelecimento do ponto de contato. Além disso, o dente adjacente não é atingido durante o preparo e o material restaurador fica confinado no interior da cavidade.

Referências

BARATIERI, L. N.; Monteiro Jr, S. et al. Odontologia Restauradora: Fundamentos e Possibilidades. São Paulo: Ed. Santos/2 a . Edição, 2015.

MONDELLI, J. et al. Fundamentos de Dentística Operatória. São Paulo: Ed. Santos/1a . Edição, 2006..

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