O Primeiro Molar Permanente

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O primeiro molar permanente surge por volta dos seis anos de idade e envolve significativas alterações físicas e emocionais no paciente infantil. Segundo Angle (1907): “ Todos os dentes são essenciais, uns de maior importância que os outros, sendo o primeiro molar permanente o de maior importância”. Fazem parte do grupo de dentes monofisários, pois não substituem um dente decíduo e não são substituídos por qualquer outro dente. A sua formação começa na vida uterina por volta do 5º mês e se completa aos 9/10 anos de idade.

Em relação ao número de cúspides, difere conforme a localização no arco: superiores possuem 4 cúspides e inferiores 5 cúspides. Devido a sua característica anatômica suportam grandes esforços mastigatórios.

O período de dentição mista inicia-se quando irrompem os incisivos centrais inferiores permanentes, juntamente com os primeiros molares inferiores permanents adjacente aos 2 molares decíduos, na faixa etária dos 6 anos. Com a erupção dos primeiros molares permanentes, ocorre a segunda intercuspidação da oclusão formando a chave de oclusão, onde se estabelece quando a cúspide mesio vestibular do primeiro molar superior oclui com o sulco vestibular do primeiro molar pemanente.

É o dente de maior importância na mastigação e na manutenção da correta relação entre arcadas, a sua perda pode acarretar em más-oclusões, alterações estética e periodontopatias. A sua ausência na dentição mista, provocará um fechamento do espaço e, em idade avançada, rotação e inclinação dos dentes.

Anatomia do 1º molar superior permanente

Os 1º molares superiores permanentes possuem 04 cúspides, 03 raizes e podem ter 3 ou mais canais.

  • Raízes
    • 01 palatina (mais longa e ampla)
    • 01 disto-vestibular (mais curta)
    • 01 meso-vestibular (maior variedade anatômica)
  • Canais
    • 01 palatino: abaixo da cúspide meso-palatina
    • 01 meso-vestibular: cúspide meso-vestibular
    • 01 meso-palatino: entre o canal meso-vestibular e o canal palatino
    • 01 disto-vestibular: distal ao canal meso-vestibular ligeiramente para a lingual.

Seção transversal no terço médio das raízes dos primeiros molares superiores. (Fonte: BALOGH ; FEHRENBACH, 2012)

 

Vistas das raizes e coroa do primeiro molar superior. O Tubérculo de Carabeli é uma saliência do esmalte presente na minoria dos primeiros molares  superiores na cúspide mesiolingual e é considerado uma estrutura indicativa deste dente. Também pode ser encontrado nos terceiros molares superiores.(Fonte:VIEIRA, 2007)

 

Cúspides do primeiro molar superior : 
– MV: cúspide mesiovestibular
– DV: cúspide distovestibular
– ML: cúspide mesiolingual
– DL: cúspide distolingual
– CM: cristas marginais
(Fonte:VIEIRA, 2007)

(Fonte: BALOGH ; FEHRENBACH, 2012)

 

1º Molar inferior

Os 1º molares inferiores permanentes possuem 05 cúspides, 02 raizes (mesial e distal) e podem ter 3 ou mais canais.

Seção transversal no terço médio das raízes dos primeiros molares superiores. (Fonte: BALOGH ; FEHRENBACH, 2012)

 

Vistas das raizes e coroa do primeiro molar inferior. (Fonte:VIEIRA, 2007)

 

Cúspides do primeiro molar inferior em ordem decrescente de volume:
MV: mesiovestibular
ML: mesiolingual
DL: distolingual
M (roxo): Mediana
DV: distovestibular
(Fonte:VIEIRA, 2007)

Referências

LOPES, H.P., SIQUEIRA Jr, J.F. Endodontia. Biologia e técnica. 4ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015.

TOLEDO, O. A. Odontopediatria: fundamentos para a prática clínica. São Paulo: 4 Ed, Editora Medbook, 2012.

VIEIRA, Glauco Fioranelli. Atlas de Anatomia de Dentes Permanentes. 1. ed. São Paulo: Santos, 2007.

BALOGH, Mary Bath; FEHRENBACH, Margaret J. Anatomia, Histologia e Embriologia dos Dentes e das Estruturas Orofaciais, 3º ed, Editora Elsevier, 2012

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